1 de junho de 2011

Às crianças sem amor e sem protecção...

...obtém-nos a graça de transmitirmos uma esperança
ao mundo dilacerado pela violência e pela injustiça,
a um mundo tão sedento de Deus,
ousemos propor JESUS CRISTO, o Salvador do mundo.
Às crianças sem amor e sem protecção,
a serenidade do olhar, a força da amizade

Aos jovens desamparados face à dureza da vida;
a graça de lhes dizer: Vinde e vede!
Ousemos correr o risco de avançar mais e mais
de simplificar a vida, de partirmos sempre mais além
onde JESUS CRISTO nos espera e transforma,
levando o Fogo do conhecimento e do amor
de JESUS CRISTO!

Escrito por Irmã Maria dos Anjos Alves

31 de maio de 2011

3ª edição do "Vinde & Vede"

Acaba de sair o nº 3 do "Vinde e Vede". Quem desejar recebê-lo em casa, basta inscrever-se pela internet.

«Não me basta amar a Deus, se o meu próximo também não o amar»



Uma Urgência!

Um grupo de jovens… que grupo de jovens? Para quê um grupo de jovens? Que fazer com o grupo de Jovens?!... Uns temas? Umas reflexões? Uns encontros? Será suficiente? Será aliciante? Motivador? Interessante? Alguém se sentirá atraído?

No início foram muitos os que vieram e hoje passados quase dois anos são muito os que permanecem… Juventude Mariana Vicentina! – o Movimento… Grãos de Trigo! – O nome… Sim! Dou a minha vida aos outros! Eis a máxima que nos define…

Um desafio! - “Ser vida e dar vida… como a semente lançada à terra!”

Ser JMV… ser grão de trigo é e será sempre um modo de vida, uma forma de viver a existência. Uma forma de estar e de encarar a vida diferente da maioria das pessoas.
É um constante serviço à sociedade. Ser JMV é essencialmente estar atento e disponível para os outros.
Vidas que se partilham na entrega de quem se é. Vidas que se fazem, em conjunto, em direcção aos outros e a Deus. Vidas que fluem entre choros e risos, entre alegrias e sofrimentos

Um Chamamento! - “A Tua Palavra atrai-me, sabias?”

Ser JMV é a certeza de que Deus nos ama e nos chama a viver com e para os outros, por Ele. È deixar que que a sua Palavra nos arranque dos nossos egoísmos e partamos ao encontro do outro que é para nós o rosto visível do próprio Cristo…

Uma resposta! – “Tenho um lugar para Ti no meu coração”

Vidas foram transformadas, de um grupo de jovens fomos passando a um grupo de amigos, e hoje a uma família, que partilha as alegrias, os sofrimentos, as angústias, os problemas da escolas, os desafios da família…

Reunimo-nos todos os sábados para a celebração da Eucaristia.

Temos reuniões de reflexão, visitamos pessoas isoladas, doentes e sós nas suas casas, na Casa da Poesia (Lar e UCCI), Centro de dia…

Estamos atentos aos “gritos silenciosos” dos pobres da nossa paróquia e discretamente somos um pequeno alivio através de pequenos gestos materiais.

Dinamizamos actividades que envolvam toda a comunidade paroquial, Via-Sacra, Memoriais e musicais com temas religiosos, vigílias de oração, celebrações marianas na paróquia de Cernache do Bonjardim.

Participamos nas actividades organizadas a nível da pastoral juvenil vocacional da Diocese, a nível nacional (Fátima Jovem). Animamos casamentos e baptizados.

Como movimento nacional da JMV, procuramos participar em grande número nos encontros nacionais, regionais, sub 16 que este ano se realizou na nossa diocese – no Carvalhal.

A adesão!- “Olha, estou aqui e quero ser para os outros um pequenino raio da Tua Beleza!”

Na liberdade, na força do entusiasmo e da alegria… com olhos novos, disponíveis para construir, ser e revitalizar a comunidade paroquial e ajudar a dinamizar outros jovens das paróquias vizinhas… Somos Jovens, somos grito, somos gente! Vida e sonho, numa Igreja peregrina… com os olhos posto em Maria e Vicente, e com o exemplo de Maria Rivier, no espírito interior, no amor profundo pelos mais pobres dos pobes, procuramos ser no nosso meio Sal e Luz!

Hoje, VIDA e COMPROMISSO! “És-me muito! É a Ti que eu quero!”

Actualmente o grupo é formado por 30 membros activos, 7 dos quais se encontram numa fase de formação inicial na JMV. As idades dos membros vão dos 12 aos 29 anos, com tempos de formação e ritmos de actividades diferentes, contudo à actividades e temas de formação em comum, para manter o espírito de coesão do grupo.

Se és Jovem, se tens um ideal não te deixes dissolver no meio do mundo, procura um grupo de jovens, na tua paróquia, na tua diocese e adere, compromete-te, vive algo diferente que possa fazer de ti uma pessoa mais pessoa, com um sentido, com uma meta – JESUS CRISTO – que te leva à Felicidade e a fazer outros felizes!

Fonte: http://www.portalegre-castelobranco.pt/article.php?cod=911Link

11 de maio de 2011

Fátima Jovem '11

Porque quando se procura Jesus Cristo toda a vida se vai transformando...
Obrigada a cada um e ao pe. Rui, director da Pastoral Juvenil Vocacional da Diocese de Castelo Branco, por todo o apoio e boa colaboração.









9 de maio de 2011

A vida só nasce da morte, isto é, da perda de si mesmo


Se existem cristãos é porque, para a história, é necessário e faz sentido a diaconia cristã, isto é, o serviço, o dar-se aos outros.
Ser cristão é, deste modo, participar de uma diaconia em prol do todo, uma vez que só no todo somos verdadeiramente aquilo que somos.
Assim, constatamos que o cristianismo está orientado para o todo, só podendo ser entendido a partir da comunidade, por ser não a salvação do indivíduo isolado, mas sim acção ao serviço do todo.

Então, ser cristão significa essencialmente passar do ser em prol de si mesmo para o ser em prol dos outros; significa o abandono de uma atitude de centralização em si e a adopção da existência de Jesus Cristo que se move inteiramente para o todo.
Mas, para o ser humano atingir o todo tem que “seguir a cruz”, ou seja, o ser humano tem que deixar para trás o isolamento e a tranquilidade do próprio eu, tem que se afastar de si mesmo, para, contrariando o próprio eu, seguir o crucificado e colocar-se totalmente ao serviço dos outros.

“Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto”, pois, a vida só nasce da morte, isto é, da perda de si mesmo.

"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa...!

É o tempo que dedicamos aqueles que amamos que os torna aquilo que são em nós...
Mais uma manhã... pois é... mais uma com este sabor a unicidade... com este odor suave da maravilha que por aí advém... óbvio, se eu, se tu... abrirmos as portas da mente e escancararmos o coração...
Muitas vezes cultivamos obstáculos pelo mero gosto de os cultivar... arranjamos confusões, impedimentos, limitações para assim podermos permanecer na mesmice habitual... e quanta dificuldade de renovar a vida, revestir a mente e o coração de festa... de viver ao ritmo da vida que pulsa em nós como Dom...
Pergunto-me às vezes, e muitas vezes... a quem e a quê dedico o meu tempo... em quem e em quê dedico as minhas energias interiores... a minha criatividade... a orginalidade que o Senhor me dá de presente... quais são as minhas verdadeiras prioridades neste AGORA que é a vida...
Muitas são as respostas... mas UMA SÓ É ESSENCIAL!
Dedico, dedicas muito tempo a escutar a voz que te fala no silêncio do ser?
Páro, páras simplesmente para contemplar a beleza de um olhar, a transparência cintilante de uma flor, um pôr do sol... os reflexos da luz no rio, da vidraça do teu, do meu quarto... ?
Experimento, experimentas dar mais, de mim e de ti, a uma amizade desgasta pelo tempo e pela rotina?
Permaneço, permaneces o tempo suficiente diante das realidades que dão sentido à tua minha e à tua vida, para poder, poderes "ser sal na terra e luz no mundo"?
Que ando eu... que andas tu... a fazer da vida que te é dada com tanta gratuidade? Como olhamos os outros e a vida que deles nos vem como grito ousado de alegria e vitalidade...
Desafio: Entremos dentro daquilo que temos de mais nosso, o coração, para aí olharmos longamente as "rosas" às quais nos dedicamos... quais são as rosas que cultivo e cuido no meu coração? Aceitas fazer este exercício...? depois... podemos partilhar!

5 de maio de 2011

A oração é uma necessidade vital.

“No coração da nossa existência
há o mistério da nossa relação com Deus,
o mistério da oração...
A oração é uma necessidade vital.
Ela é a respiração do filho de Deus em que nos tornámos
pelo baptismo e que queremos ser em verdade.
Ela é a vida de Jesus em nós, o seu impulso para o Pai,
a sua intimidade com Ele no Espírito.”

Quando Maria Rivier se sentia completamente impotente face
às suas numerosas provas, voltava-se sempre para Jesus por Maria,
sabendo bem que eles escutavam a sua oração e que a atenderiam.
“...para mim, nunca contei senão com a oração.
Nunca julguei poder conseguir alguma coisa sem isso;
mas desde que rezei e pedi para rezarem, fico tranquila e com segurança,
apoiada sobre a palavra de Jesus Cristo que não pode enganar-nos:
‘O que pedirdes ao meu Pai em meu nome,
crede que o recebereis e sereis atendidos,
Madre Rivier.

ESCRITO POR IR. MARIA DOS ANJOS | 05 MAIO 2011

23 de abril de 2011

Ressuscitou Verdadeiramente! Aleluia!



Regina coeli, laetare, alleluia: Quia quem meruisti portare, alleluia. Resurrexit sicut dixit, alleluia
.
Ora pro nobis Deum, alleluia.

V. Gaude et laetare, Virgo Maria, Alleluia,

R. Quia surrexit Dominus vere, alleluia.

Oremus: Deus qui per resurrectionem Filii tui, Domini nostri Iesu Christi, mundum laetificare dignatus es: praesta, quaesumus, ut per eius Genetricem Virginem Mariam, perpetuae capiamus gaudia vitae. Per eundem Christum Dominum nostrum.

R. Amen.

Mensagem de Páscoa - Ir. Mª dos Anjos Alves

22 de abril de 2011

Um grande silêncio... um silêncio profundo invadiu a terra pois o Autor da VIDA desceu aos abismos...

Deixa-te tocar por ELE...

A apatia... a dormência em que as nossas vidas sobrevivem, fazem-nos perder ou simplificar o VERDADEIRO SENTIDO DA VIDA...
No mistério que hoje celebramos, Deus dá-nos radicalmente a resposta, imprime na existência a palavra que tudo clarifica...
Tu JESUS... TU que abraças a CRUZ e SEGUES até ao CALVÁRIO... este calvário que dá consistência aquilo que somos...
Não agarras mas abraças a CRUZ que te esfarrapa as costas e te arranca a pele, abraças a CRUZ onde serás cruelmente pregado, abraças a CRUZ em que irás entregar o último sopro de vida...
e nós... olhamos sem ver, vemos sem contemplar, contemplamos sem amar, SEM NOS POR-MOS EM CAUSA...
Despertemos da inércia e do sono e acordemos para a VIDA...a VIDA que só se concretiza neste abraçar a CRUZ que nos esfarrapa a pele diariamente e da qual nos lamentamos freneticamente... acordemos para a LUZ que nos vem da TUA entrega DE AMOR, POR AMOR, COM AMOR...

Entremos progressivamente nos sentimentos do AMOR que caminha LIVREMENTE para a CRUZ... por TI... por MIM...


A fragilidade humana...
o desespero existencial...
a Vida que parece perder o sentido...
a noite escura e tenebrosa que assola a alma...
o olhar que se entorpece...
a tristeza que acaba por arrastar tudo...
o Galo que canta...
O TEU OLHAR JESUS...
o Teu olhar que perfura as minhas trevas e incoerência...

Confrontemos neste dia a nossa existência, as nossas escolhas, o rumo que damos às nossas vidas... COM A D'ELE... com a DESTE HOMEM que serenamente nos faz mergulhar no mais íntimo de nós...



4 de abril de 2011

Escuto, surpreendido, as vossas sete palavras. "Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem!"

Porque só Tu Jesus nos ensinas o que é o verdadeiro amor...


Como são misteriosos, Senhor, os vossos desígnios. Vós, o Todo Poderoso, quisestes aceitar a ajuda dum pobre homem. Porquê, Senhor?

Talvez por terdes visto nele um homem bom, disposto a colocar-se ao lado de todos os que sofrem. Eram muitos os que Vos acompanhavam ou assistiam à vossa passagem e ninguém foi capaz desse gesto. Porque quisestes dar a entender que apreciais a colaboração dos amigos. Porque quisestes, mais uma vez, frisar como o amor é capaz de dar uma projecção imensa aos actos mais pequeninos. Porque quisestes, de um modo prático, que devemos levar os fardos uns dos outros.


Via Sacra - Um caminho de Vida! - Cernache do Bonjardim

A vida do cristão está marcada pela cruz. Jesus morreu nela e obteve-nos a salvação ao ressuscitar dos mortos, ao terceiro dia.Cada um de nós deve levar a sua cruz, como Jesus. As nossas cruzes são sempre pequenas comparadas com a d’Ele. Jesus estimula-nos com o seu exemplo. Os nossos sofrimentos e as nossas dores, unem-nos a Ele, ao mesmo tempo que nos dispõe a ressuscitar com Ele, um dia, na alegria do Céu.

Foi assim que Jovens, crianças e adultos saíram às ruas de Cernache do Bonjardim para seguirem de perto o Senhor a caminho do Calvário...




31 de março de 2011

O que é Deus? Deus é sobretudo relação; relação de amor.

As abordagens mais recentes da filosofia e da teologia afastam-se dos esquemas metafísicos aristotélico-tomista e Kantiano, onde se concebia o “eu” (a pessoa) como substancial e permanente. Contudo, nos dias de hoje percepciona-se um eclipse desse “eu” substancial e permanente, uma vez que a psicologia diz que o “eu” começa a surgir com as relações com a mãe; as neurociências dizem que é um processo biológico (nasce do sentimento de si próprio). Assim, o nosso “eu” corresponde a uma série de experiências que dão a percepção do “eu”, aplica-se ao conjunto de todas as experiencias, não se refere a uma experiência única. O “eu” é uma criação mental.

Se o “eu” é o resultado das várias experiências que vamos vivendo, então, não existe um “eu” pré-existente, nem um “eu” pós-existente. Mas, sim um “eu” relacional, que surge na medida em que experienciamos e estabelecemos relações interpessoais. Já não existe um “eu” permanente, mas um “eu” que muda. Tudo está em mudança. Por exemplo: em Jesus Cristo, Deus apareceu a mudar.

Boécio, por volta do século V, define pessoa como uma substância individual de uma natureza racional. Esta definição foi a desgraça do ocidente, pois, está na base de todo o individualismo. Olhamos para o mundo e poderemos dizer que vivemos num individualismo levado ao extremo, em que o “nosso” é cada vez menos frequente.

Contudo, ser “eu”, ser pessoa, não é ser individual, solitário, mas sim ser relacional. É isto que caracteriza a pessoa: a relação. O Papa Bento XVI defende fervorosamente esta perspectiva, para ele “aquilo que não se relaciona e não aceita relacionamento, não poderia ser pessoa. Não existe pessoa no absoluto singular. (…) O conceito de pessoa inclui necessariamente a superação do singular”. Portanto, ser pessoa é pura relação, e a pessoa só existe como relação. É uma relação que busca a unidade. Mas, para ser unidade pura só poderá realizar-se no relacionamento do amor. Deste modo, o “eu” é, ao mesmo tempo, aquilo que tenho totalmente e aquilo que menos me pertence. Pois, o ser humano está tanto mais em si mesmo quanto mais está no outro. Ele só chega realmente a si na medida em que se afasta de si. Ele só chega a si mesmo pelo outro e pelo ser no outro. Assim, o ser humano chega a si na medida em que vai para além de si. E o Homem é Homem porque se ultrapassa infinitamente a si mesmo, e por isso é tanto mais Homem quanto menos fica fechado em si, “limitado”. O ser humano não é aquele ser que pode subsistir e permanecer por si próprio, mas aparece como aquele ser que só pode ser a partir do outro.

O que é Deus?

Deus é sobretudo relação; relação de amor. “A profissão de fé em Deus como pessoa inclui, necessariamente, a profissão em Deus como relação”, pois, em Deus existem três pessoas (o Pai, o Filho, e o Espírito Santo) que são diferentes, mas formam uma só realidade que é Deus. Apesar de serem pessoas diferentes, elas não têm limites, uma vez que são interdependentes umas das outras.

Assim, constatamos que “Deus dialoga consigo mesmo. Existe um «nós» em Deus”. Por exemplo podemos ver este diálogo na oração sacerdotal: “Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que tu me confiaste”. Esta descoberta do diálogo no interior de Deus faz com que se supusesse a existência de um eu e de um tu em Deus, o que constitui elemento de relação. Deste modo, Deus é um na sua substância, mas existe n’Ele o fenómeno dialogal, de troca mútua de palavras e amor dentro do Deus uno e indiviso. Pois, faz parte da essência da personalidade trinitária ser pura relação e, por isso mesmo, unidade absoluta.

O que é ser cristão?

Ser humano é relação. Deus é relação. E ser cristão é querer viver plenamente e de modo especial a relação de amor.

Ser cristão não significa persistir para si e em si, mas sim viver totalmente aberto na relação “a partir de” e na “direcção de”. Procurando, por conseguinte, a unidade com Cristo – “para que todos sejam um”. Deste modo, a vida cristã consiste em aceitar e viver a existência como relacionalidade, para entrar dessa maneira naquela unidade que é a base que sustenta toda a realidade.

Ser cristão não visa um carisma individual, mas sim um carisma social. Por exemplo, se existissem apenas Deus e um conjunto de indivíduos isolados, o cristianismo de facto não seria necessário. Portanto, a Fé cristã não parte de indivíduos atomizados, mas da convicção de que não existe o ser humano isolado, de que ele só é ele mesmo como ser integrado no todo, na humanidade, no cosmos. A Igreja e a Fé cristã não estão viradas para a pessoa isolada que ambiciona pela sua “salvação” individual, mas sim referem-se ao ser humano que existe ao lado de outros seres humanos numa trama colectiva de inter-relacionamentos.

Se existem cristãos é porque, para a história, é necessário e faz sentido a diaconia cristã, isto é, o serviço, o dar-se aos outros. Ser cristão é, deste modo, participar de uma diaconia em prol do todo, uma vez que só no todo somos verdadeiramente aquilo que somos. Assim, constatamos que o cristianismo está orientado para o todo, só podendo ser entendido a partir da comunidade, por ser não a salvação do indivíduo isolado, mas sim acção ao serviço do todo. Então, ser cristão significa essencialmente passar do ser em prol de si mesmo para o ser em prol dos outros; significa o abandono de uma atitude de centralização em si e a adopção da existência de Jesus Cristo que se move inteiramente para o todo. Mas, para o ser humano atingir o todo tem que “seguir a cruz”, ou seja, o ser humano tem que deixar para trás o isolamento e a tranquilidade do próprio eu, tem que se afastar de si mesmo, para, contrariando o próprio eu, seguir o crucificado e colocar-se totalmente ao serviço dos outros. “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto”, pois, a vida só nasce da morte, isto é, da perda de si mesmo.

29 de março de 2011

Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Evangelho segundo S. Mateus 18,21-35.
Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?»
Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida.
O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: 'Concede-me um prazo e tudo te pagarei.’
Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: 'Paga o que me deves!’
O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: 'Concede-me um prazo que eu te pagarei.’
Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia.
Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor.
O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: 'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste;
não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?’
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.»

28 de março de 2011

Precisamos perceber o silêncio das coisas, cúmplice do silêncio da nossa alma.


«A vida hoje afastou-nos da natureza: as paisagens urbanas, com as suas florestas de betão, encerram a vida entre paredes eficazes, super-cómodas, é certo, mas o ar que respiramos por alguma razão se chama “ar condicionado”.

O que acredito é que precisamos de amplitude, de campos vastos a perder de vista, de viagens mais profundas que as da rotina. Precisamos perceber o silêncio das coisas, cúmplice do silêncio da nossa alma.

Precisamos da liberdade leve dessas horas inapreensíveis que passamos junto ao mar.

Há um poeta que diz: “Deus anda à beira d’água”. Não me admiro nada. A imensidão, o nome límpido, a alegria azul do mar são lugares onde Deus deixou o Seu toque.

Os caminhos marítimos para os outros continentes estão descobertos.
Falta, talvez, (re)descobrir o caminho marítimo para o porto secreto de cada coração.

José Tolentino Mendonça

...passando pelo meio deles, Jesus seguiu-o seu caminho...

Evangelho S. Lucas 4,24-30

Acrescentou, depois: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua pátria.
Posso assegurar-vos, também, que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra;
contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas sim a uma viúva que vivia em Sarepta de Sídon.
Havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi purificado senão o sírio Naaman.»
Ao ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor.
E, erguendo-se, lançaram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada, a fim de o precipitarem dali abaixo.
Mas, passando pelo meio deles, Jesus seguiu-o seu caminho.

27 de março de 2011

“Dá-me de beber” e pergunto: que sede é essa que Jesus tem, com o poço mesmo ali ao lado?

Há horas de calor na vida, de deserto que teima em secar-nos a garganta e a alma, em que a água tem sabor de milagre. Na hora do sol mais alto, quando todos se fecham em casa, Jesus e uma mulher da Samaria encontram-se junto ao poço de Jacob. O diálogo que Jesus inicia, rompendo com todas as regras de exclusão que a religião impunha, é dos mais belos do Evangelho.

Começa por um pedido: “Dá-me de beber” e pergunto: que sede é essa que Jesus tem, com o poço mesmo ali ao lado? Ele vence o deserto do silêncio e da separação, de um judeu e uma samaritana, de um homem e de uma mulher que não devem trocar palavras, porque a sua sede não é de água mas é sede de alguém. É a sede de Deus por cada um de nós, a sede de dar a água que se torna “fonte de água que dá a vida eterna”, no meio do deserto de quem se engana e estraga a própria vida. No momento máximo da cruz, Jesus dirá também: “Tenho sede!”: sede humana da sua paixão dolorosa, mas também sede de cada um de nós!

A escuta e o diálogo são o meio privilegiado para este encontro de salvação. Jesus conhece o seu passado, mas não a julga; oferece-lhe o direito de pedir, fala-lhe de adorar em espírito e verdade. Seria tão bom aprender a dialogar assim, aceitando incondicionalmente o outro, sem moralizar nem apresentar respostas imediatas! Lembrando que são as descobertas que cada um faz que levam a compromissos pessoais. Evangelizar não é também aprender com Jesus junto ao poço de Jacob? E como aprendemos se não tivermos sede? E a que poços vamos encher os nossos cântaros?

Onde o passado prendia, Jesus apresenta dinamismos de futuro. A quem ia ao poço com medo, Jesus devolve a alegria de levar novas frescas aos outros. Bem lembrava um padre amigo meu: “Não há santo sem passado, nem pecador sem futuro!” E nasce nesta mulher uma sede de contar a outros quem encontrou. Fica com sede de que os que a olhavam de lado possam beber da mesma fonte. Percebe que a sua nova sede é como a daquele que a renovou! Não continua a ser esta a sede da Igreja? De quem temos nós sede?

Adaptado de: Pe. Vítor Gonçalves, à Procura da Palavra

25 de março de 2011

Dia 3 de Abril - Via Sacra pelas ruas de Cernache do Bonjardim



Uma actividade organizada pela catequese de Cernache do Bonjardim e o Grupo de Jovens Grãos de Trigo, às 15h. Venha fazer connosco uma verdadeira caminhada de Vida!